“O que ele está fazendo?”, minha mãe sibilou.
O jovem marinheiro se virou, correu para a cabine e pegou o telefone de emergência vermelho.
“Almirante no portão principal”, disse ele no receptor. “Repito, almirante em posição. Por favor, chame o comandante imediatamente.”
Minha mãe caiu na gargalhada.
“Isso é um engano. Minha filha é secretária.”
Essa foi a primeira vez em anos que olhei diretamente nos olhos dela.
“Eu nunca fui secretária, mãe.”
O sorriso dela vacilou, mas não desapareceu.
Eu sabia desde o momento em que ela começou a contar essa história. Eu tinha dezoito anos quando trouxe para casa um envelope da Academia Naval. Não contei a ninguém que estava esperando por ele havia três semanas. Não contei a ninguém quantas vezes eu tinha verificado a caixa de correio.