— Abra a barreira — ordenou minha mãe. — Ela não tem autoridade aqui.
Um segundo telefone tocou na cabine. O guarda pegou o telefone, olhou para mim e disse:
“Almirante, o comandante quer saber se devo retê-los no portão ou preparar a sala de interrogatório.”
Derek empalideceu.
Minha mãe prendeu a respiração por uma fração de segundo.
PARTE 2
Minha mão hesitou no fecho de metal, mas não abri a maleta.
Primeiro, queria ver por quanto tempo minha mãe conseguiria fingir que ainda estava no controle.
O comandante da base apareceu três minutos depois. Caminhava rapidamente, em seu uniforme azul-marinho, seguido por dois oficiais. No portão, o vento chicoteava as flâmulas, suas pontas batendo nos postes. Cada batida soava como uma contagem regressiva.
“Almirante Ross”, disse o comandante, parando na minha frente.
“Coronel Hale.”
Ele prestou continência. Retribui a continência.
Minha mãe saiu do carro.
“É um mal-entendido familiar”, anunciou ela. “A Evelyn sempre foi meio chata. Ela estava trabalhando na papelada, mas aparentemente alguém confundiu o cartão dela.”
O comandante nem olhou para ela.
“Por favor, afaste-se do veículo.”